quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Cosa Nostra ─ Dia 3

Em teoria o jogo está pronto, com o capítulo sobre Testes, Apostas e Funções Narrativas terminado, mas na prática ainda falta um bocado. Primeiro preciso determinar o que faz cada carta de aposta e da lei dentro do jogo, depois preciso organizar o texto e incluir mais exemplos, dar uma melhorada na parte que explica como funcionam as funções narrativas, etc. Mas bem, o básico está pronto. E em apenas três dias de trabalho, how about this? :)

Amanhã devo fazer tudo isto que citei aí em cima, com sorte, ou pelo menos começar. Mas é certo que até o fim da semana devo liberar uma versão para playtest aberto aqui no site. Teoricamente ia esperar até a Sexta Narrativista para liberar o playtest, mas dane-se, faremos isto o mais rápido possível, e talvez o jogo ainda saia no 1º trimestre.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Cosa Nostra ─ Dia 2

Hoje como foi dia de trabalho só consegui começar a escrever o Cosa Nostra depois das 9h30 da noite, depois de jantar e ver mais um episódio de Once Upon a Time, mas mesmo assim acho que o resultado foi bom para apenas duas horas com a bunda sentada na cadeira (e checando twitter e facebook a cada cinco minutos, eita vício!).

Hoje terminei o capítulo que fala sobre a estrutura narrativa do jogo que já havia começado ontem. Resumindo, a estrutura de uma partida de Cosa Nostra se divide em seis rodadas narrativas que visam emular a história das Máfias que vemos em histórias como a trilogia do Poderoso Chefão, essas rodadas narrativas são chamadas de Nascimento, Ascensão, Auge, Virada de Mesa, Decadência e Queda. Cada rodada narrativa conta com regras próprias envolvendo testes e apostas (e as cartas de aposta e da lei).

Sim, Cosa Nostra usa cartas de baralho, especificamente duas pilhas de cartas, as de aposta e as da lei. As cartas de aposta são sacadas em qualquer cena que o jogador desejar, e podem ter efeitos positivos ou negativos maiores ou menores, dependendo da carta e da rodada narrativa em que o jogo se encontrar. As cartas da lei são sacadas quando um jogador falha em um teste, e adicionam um elemento que o jogador deve adicionar a sua cena (mas que não gera efeitos mecânicos sobre as funções narrativas). Curiosos? Bom. Amanhã tem mais, pessoal, inté!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Cosa Nostra ─ Dia 1

Hoje comecei a passar minhas idéias sobre o Projeto Cosa Nostra do meu caderno de estimação para o computador. É um processo que curto muito fazer por vários motivos. Primeiro, rola uma revisão grátis quando você faz a transposição de uma mídia para outra, segundo, me dá a oportunidade de repensar ideias que podiam até parecer boas a primeira vista, mas que numa segunda leitura mostram incongruências, e por último, ela me permite reorganizar o texto para facilitar o entendimento e o fluxo de leitura. Às vezes um parágrafo pode virar um quadro lateral ou ser jogado mais para frente no texto ou mesmo virar uma sessão inteira conforme julgo necessária uma maior explicação sobre aquilo.

O fato é que, entre transcrições, correções e a produção de texto novo (principalmente exemplos para facilitar o entendimento das regras), hoje terminei o capítulo sobre a criação coletiva da Máfia e iniciei o capítulo sobre a estrutura narrativa de Cosa Nostra. Poderia ter feito mais, claro, mas tirei algumas pausas para almoçar, receber meu salário (e deixar metade dele com a moça do aluguel), ver Once Upon a Time e dar uma passada na Toca Revistaria, afinal, também mereço um pouco de descanso na minha folga do trabalho. Amanhã continuo a escrever e no final do dia vou continuar relatando aqui meus progressos, com sorte termino de escrever a parte de regras ainda essa semana, com certeza vou terminar até a Sexta Narrativista. O detalhe: tudo ao som das trilhas sonoras de filmes como Inimigos Públicos e, óbvio, a Trilogia do Poderoso Chefão.

Aí, depois de terminada as regras, vem a parte boa de escrever um jogo como este, que é descrever o cenário. Por enquanto estou pensando em descrever apenas uma cidade típica das histórias da Máfia dos anos 30, como Chicago, Detroit e Nova York, e deixar outras mais exóticas ou cujo auge da Máfia aconteceu em outras épocas para os suplementos, como Las Vegas, Boston e Los Angeles.

Más (e boas) notícias

E aí, pessoal, hoje minha visita lá na Toca me trouxe más e boas notícias para vocês.

A má notícia é que o evento de lançamento do TRPG: Escudo do Mestre do dia 10 de fevereiro foi adiado para o dia 2 de março. A Sexta Narrativista continua sendo dia 24 de fevereiro, mas ambos os eventos agora vão acontecer num novo endereço, motivo do adiamento do evento do dia 10.

O novo endereço da Toca Revistaria fica apenas uma quadra do antigo endereço e tem quatro ou cinco vezes mais espaço para jogatina! Anotem aí, agora a Sexta Narrativista ocorre dia 24 de janeiro, a partir das 18h, na Toca Revistaria, R. Vidal Ramos, nº127, 2º andar, no Centro de Florianópolis.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Eventos em Florianópolis para fevereiro!

Meio atrasado, mas ainda em tempo de um pequeno evento de lançamento!
Olá pessoal! Desculpem o sumiço, mas não estive parado não! Em primeiro lugar, gostaria de informar que aconteceu uma mudança de planos com relação aos dois projetos em que estou envolvido até agora, relacionada a uma novidade que vocês devem conhecer no decorrer do próximo mês. Essa mudança diz respeito as datas de lançamento dos dois projetos. Enquanto Cosa Nostra entra na frente e passa a ser publicado no final do 1º trimestre/início do 2º trimestre, o projeto Renascença fica postergado para o 2º semestre de 2012, provavelmente sendo lançado durante um dos grandes eventos de RPG do Brasil.

E já que estamos falando de eventos vamos partir para o verdadeiro motivo deste post, a divulgação inicial de dois eventos para fevereiro aqui em Florianópolis. No dia 10 de fevereiro na Toca Revistaria vou fazer um evento de lançamento (meio atrasado) para o Tormenta RPG: Escudo do Mestre, a partir da 18h. No evento, de pequeno porte, vamos sortear um Bestiário de Arton autografado entre os presentes, que terão a oportunidade de jogar a aventura O Covil do Terceiro comigo mestrando.

E no dia 24 de fevereiro vai acontecer a 1ª Sexta Narrativista, um evento um pouco maior, com várias mesas de jogos narrativistas como Fiasco, Violentina, The Shotgun Diaries, Once Upon a Time, Busca Final, Terra Devastada e muito mais, além do sorteio de um exemplar de Fiasco, gentilmente cedido pela Retropunk, entre os registrados no evento. Durante esta 1ª Sexta Narrativista também devem ocorrer a primeira mesa de playtest do Cosa Nostra, que mais tarde terá suas regras liberadas aqui no blog para playtest aberto.

E aí, pessoal, quem vai aparecer?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Eu disse, não disse? D&D 5e vem aí!

Conforme já vinha comentando lá no RPGista desde que chamaram o Monte Cook para trabalhar em "Pesquisa e Desenvolvimento" na Wizards of the Coast, hoje finalmente anunciaram os trabalhos na 5ª edição de D&D, e para além disso, num processo de criação que é igual pra caralho ao feito com o Pathfinder: um playtest aberto ao público.

Para resumir a parada, a partir da primavera deste ano lá nos EUA, que equivale ao nosso outono, a Wizards vai liberar um playtest aberto das regras da 5e num processo que muitos de vocês já devem até ter participado com o Pathfinder.

O legal dessa porra toda é que com isso tem material de trollagem para uma vida inteira contra D&D. Tô até me imaginando velhinho, conversando com a molecada lá na Toca Revistaria e soltando um "É, moleques, lembram daquela vez que D&D copiou uma cópia de D&D?", é tipo pirataria às avessas!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Melhores publicações de RPG no Brasil em 2011!

E a melhor capa de 2011 é essa aí!
Natal veio, Natal foi, ano novo já completando seus primeiros dias, e nada de posts na Ilha! Minhas sinceras desculpas, mas a boa notícia é que consegui um emprego super legal gerenciando uma lanchonete e isso tem me mantido bastante ocupado nestas duas últimas semanas. Mas já que deixei passar em branco a virada de ano, nada melhor do que falar sobre as melhores publicações de RPG de 2011 de acordo com a minha opinião nada parcial, prontos?

The Shotgun Diaries

O lançamento mais legal da RedBox em 2011 foi o excelente The Shotgun Diaries, um RPG narrativista sobre histórias de zumbi, que a editora tocantinense não apenas se contentou em traduzir mas também a melhorar o produto! A versão de luxo do produto vem numa lata super foda, cheio de marcadores, dados e outras bugingancas legais para aumentar a diversão do seu jogo. E por falar em aumentar a diversão, além da versão em PDF, os consumidores da versão nacional de The Shotgun Diaries ainda contam com um Controle de Mídia, um PDF que toca sons clássicos de filmes de zumbi para colocar aquele clima na sua mesa, como mensagens de emergência, sons de tiros, de zumbis, e, claro, trilhas sonoras para cada tipo de cena (como suspense ou ação). Definitivamente um dos melhores lançamentos do ano.

Violentina

Dos mineiros da Secular Games veio a maior surpresa de 2011, o nacional Violentina, um RPG narrativista sobre histórias ultraviolentas inspiradas nos filmes de Quentin Tarantino. O jogo já se destaca desde o princípio por se tratar do primeiro caso de financiamento coletivo (muito) bem sucedido feito no Brasil. A campanha do Violentina arrecadou mais de nove mil Reais e possibilitou, aliado ao talento do autor Eduardo Caetano e ao esforço combinado de edição coletiva da comunidade formada em volta do jogo, um produto de alta qualidade.

Mas o mais legal do financiamento coletivo foi possibilitar uma enorme gama de recompensas e produtos relacionados que a maioria dos jogos atuais só lançaria meses ou anos após o lançamento do livro principal. Quem contribuiu durante o financiamento coletivo levou suplemento exclusivo, camisetas, posteres, livro autografado, bottons e todo tipo de badulaque do jogo. Acima de qualquer outra coisa, Violentina leva o título de um dos melhores de 2011 por sua ousadia, qualidade gráfica e um relacionamento com seus clientes extremamente bem sucedido.

M&M: Mecha & Mangá

Um dos melhores livros da 2e de Mutantes & Malfeitores chegou ao Brasil pelos gaúchos da Jambô e provavelmente será um dos último títulos da 2e publicados em terras tupiniquins (depois dele só Poder Supremo está confirmado para 2012). Mecha & Mangá traz uma série de regras interessantes que o tornam, de longe, o melhor suplemento de Mutantes & Malfeitores já publicados no Brasil e portanto merece figurar entre os grandes lançamentos de 2011.

Crônicas da Tormenta

Para mim o Crônicas da Tormenta é um verdadeiro marco da literatura relacionada ao RPG no Brasil por uma série de motivos: revelar novos autores para o público e ao mesmo trazer autores consagrados de fantasia não relacionada com RPG para escrever para o cenário, como Raphael Draccon, Douglas MCT e Leandro Radrak, enquanto mostra novamente que, sim, um cenário nacional de RPG pode atingir a força, a longevidade, o alcance e a capacidade de renovação de vacas sagradas de um cenário oficial de D&D como Forgotten Realms. Por tudo isto, Crônicas da Tormenta entra na minha lista de melhores lançamentos de RPG de 2011 como menção honrosa (já que afinal é literatura e não RPG...).

Bestiário de Arton

Ok, ok, sei que parece autopromoção, e até certo ponto é. Mas acho que o Bestiário de Arton meio que merece estar aqui indepente dos elos que eu possa ter com o produto, especificamente porque ele mostrou que Tormenta tem um público maduro o suficiente para comprar produtos de preços mais altos desde que com uma qualidade correspondentes mas que ao mesmo tempo se renovou e ainda tem um público mais jovem, que prefere pagar menos. Foi o primeiro suplemento de Tormenta RPG lançado com versões em capa dura e capa mole, uma estratégia comercial que se mostrou acertada e eu espero ver repetida no futuro. Claro, o livro não está aqui só por isto, também conta com ilustrações belíssimas, fluff de alta qualidade e um crunch solidamente construído por este que lhes fala. :)

Fiasco


Trazido ao Brasil pela paranaense Retropunk durante a RPGCon do ano passado, Fiasco é o primeiro de uma leva de grandes jogos narrativistas, todos lançados no Brasil em 2011. Baseado em histórias onde tudo termina num enorme fiasco, como Fargo e Gosto de Sangue (e qualquer filme de Guy Ritchie), o jogo é quase um pioneiro dos RPGs sem a figura do mestre/narrador no Brasil, já que é precedido em 10 (dez!) anos por As Extraordinárias Aventuras do Barão Munchausen, ao se utilizar de uma forma de jogo focada na narrativa compartilhada entre os jogadores, que se baseiam em uma estrutura narrativa pré-determinada (a mesma utilizada em filmes do genero a que o jogo se destina a emular).

Fiasco é simples e divertido sem deixar de possuir uma certa sofisticação de design e ainda por cima liderou uma verdadeira revolução no mercado brasileiro de RPG a partir de então, e por tudo isto, leva o prêmio de ser, na minha opinião, o melhor lançamento de 2011 para RPG.