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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Voltando a jogar Tormenta: o que ler?

"Comece pelo começo", Khalmyr
"Ou não", Nimb
Como moderador das comunidades da Dragonslayer e de Tormenta RPG no Orkut e também dos fóruns da Jambô Editora, escuto esse tipo de questão todo o tempo, "estou voltando a jogar Tormenta agora, o que devo ler e em que ordem para voltar a me atualizar?"

Bem, já que estou sem fazer nada na madrugada e já me entupi de cafeína para aguentar até de manhã, decidir responder esta questão de uma vez por todas. Vamos lá? Os livros indicados a seguir já estão na ordem de leitura apropriada, além disso, você pode comprar todos eles na Loja Jambô com frete grátis, bom retorno à Tormenta.

O Inimigo do Mundo: primeiro romance de Tormenta, conta a história da chegada da tempestade que dá nome ao cenário e revela vários segredos importantes. Sua segunda edição traz vários extras legais então aproveite para comprar enquanto não acaba a tiragem de novo. Caso você não consiga acesso à ele, recomendo a leitura do Panteão d20, ainda para o antigo sistema de jogo, para pegar as informações mais importantes que são reveladas no romance.

O Crânio e o Corvo: neste livro várias mudanças na própria estrutura do cenário ocorrem, portanto ele é indispensável, mas nem tão indispensável quanto o próximo livro...

O Terceiro Deus: atualmente esgotado e aguardando reimpressão. Mudanças radicais no cenário ocorrem neste último volume da Trilogia da Tormenta, tornando este o mais importante romance do cenário para se atualizar.

Agora, caso você não seja do tipo que curte romances e prefira tudo mastigadinho, pode esperar mais alguns meses e comprar o Guia da Trilogia. Que terá toda a trama descrita e destrinchada em regras para Tormenta RPG. E falando no novo sistema...

Tormenta RPG: é o novo livro básico do cenário e, apesar de se concentrar nas regras do novo sistema, traz informação importante que você não encontrará em outros livros no momento.

Guerras Táuricas: o mais importante suplemento do cenário até agora, traz toda a história e material de jogo relativo ao polêmico conflito dos minotauros com o resto do Reinado. Indispensável.

Revistas Dragonslayer: muita informação do cenário acaba saindo nas revistas Dragonslayer, especialmente na sessão Gazeta do Reinado, acho que, se você não puder ou quiser adquirir a coleção completa, as edições mais importantes ficam sendo as edições pós-lançamento do Tormenta RPG, ou seja, edição 29 em diante.

Valkaria, cidade sob a deusa: as Guerras Táuricas causaram uma série de mudanças no Reinado, e este suplemento, apesar de se concentrar em possibilitar aos mestres e jogadores rolarem uma campanha urbana, possui uma razoável quantidade de informação sobre o Reinado pós-guerra.

Basicamente, é isto, claro que existem outros livros e suplementos legais além destes que citei aqui, mas não são essenciais para voltar a jogar. Depois que tudo se assentar e você quiser expandir os seus conhecimentos do básico para completo, recomendo muito a coletânea de contos Crônicas da Tormenta, o meu Bestiário de Arton e o Expedição à Aliança Negra.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Diário de design "Renascença" ─ dia 13

Essas webcams nunca pegam
meu melhor ângulo!
Ontem a noite fiz uma twitcam com o pessoal acordado no twitter. Até pelo avançado do horário não apareceu muita gente, mas surgiram umas perguntas legais que gostaria de compartilhar com o pessoal que não pode comparecer. Vamos lá?

Vai ter sistema de jogo específico? (@LoboBorges).

Não, a aventura e o cenário usarão o sistema de Tormenta RPG.

Por quê pessoas como Lernardo da Vinci sentiam essa vontade de se tornarem mais individualistas e porque em outras épocas as pessoas não faziam isso? (@leosouma)

Não é que os pintores renascentistas, e outras classes da época, tenham subitamente se tornado individualistas. O individualismo sempre existiu, o que aconteceu na Renascença foi a construção de uma sociedade individualista em detrimento da sociedade mais coletivista do período feudal. Esse individualismo surgiu, entre os pintores renascentistas, através da alta especialização necessária para a produção de uma peça típica do período. Um mesmo indivíduo detinha conhecimento de ótica, matemática, arquitetura, anatomia e uma enorme variedade de conhecimentos que o diferenciavam do pintor medieval da mesma forma que um cientista se diferencia de um simples artesão.

Vai usar um mundo novo com base renascentista ou a Europa real mesmo? (@marlonteske)

Será um mundo novo de base renascentista.

Haverá as bruxas como no passado? E se sim, elas terão poderes in game? (@TormentaDaVez)

Correção histórica rápida, e necessária, não existiam bruxas no passado. A Igreja Católica (e as protestantes também) matou gente comum mesmo.

Um conceito pelo qual eu estou atraído e pretendo quase que com certeza usar no cenário é de que neste continente equivalente à nossa Europa só existia a magia divina até que, seja através do Novo Mundo ou do contato com outras civilizações próximas das quais este continente tinha se isolado, descobre-se a magia arcana, que começa a ser usada no "Velho Mundo" e causa todo tipo de rupturas e perseguições caça-as-bruxas-like.

A religião será monoteísta ou politeísta? (@TormentaDaVez)

Não decidi ainda. Mas estou muito tentado a fazer com que exista só um deus, mas várias religiões, e todas recebendo magia divina.

Porque devo jogar o Renascença? Em outras palavras qual é o diferencial? (@scizornl)

Uhh, essa é complicada de responder, assim, nessa etapa do projeto. Eu acho que a própria pesquisa firme que eu estou fazendo já é um diferencial muito bacana. Seja lá o que sair das minhas mãos quando começar a etapa de escrever o cenário sei que fará sentido.

Fora isso, este projeto não é sobre um cenário de fantasia medieval, mas de fantasia renascentista, capa e espada, um pouco do período barroco (se a enquete ali do lado terminar mesmo com o atual resultado), a Conquista, Reforma religiosa e outros elementos históricos legais.

O tom do cenário será apenas o gênero de capa e espada? Ou há outras influencias? (@di_benedetto)

Eu diria que haverão tons de capa e espada para cada elemento do cenário. O tom de uma cidade Florença-like é diferente do tom de uma Teotihuacan conquistada e assolada pela guerra e pela peste, não?

Como ficarão as raças fantásticas? Vai usar a sugestão do Leonel Domingos? (@di_benedetto)

Provavelmente sim. Inicialmente estou pensando na "Europa" ser um lugar de apenas humanos e algumas raças monstruosas diversas vivendo escondidas das perseguições da Igreja e dos diferentes reinos, enquanto elfos, anões e outras raças jogáveis estariam nos outros continentes.

Apenas monarquias, ou pretende colocar Repúblicas como Veneza e Florença? @di_benedetto)

Não vejo porque não, já que a Renascença é um resgate da Antiguidade porque não resgatar também alguns dos sistemas políticos de lá? Mas a verdade é que esse período também é muito caracterizado pelo fortalecimento da monarquia, então não espere ver democracia em profusão por ali.

Lembrei a pegunta! Classe Monges e Samurais... sim ou não? @di_benedetto)

Sim. Monges não estão atrelados necessariamente a uma cultura oriental, o estilo de luta greco-romana e outros estilos renascentistas casam perfeitamente com os monges. E não vejo porque não haver uma região oriental no cenário, apesar de não planejar descrevê-la em muitos detalhes à princípio.

Ufa! Resumindo um pouco foi isso aí, pessoal, fiquem ligados que da próxima vez vou combinar previamente o dia da twitcam, ok? E se quiserem fazer mais perguntas ou sugestões, os comentários estão aí para isso.